O exame de urina (urinálise) é um dos mais comuns e antigos exames laboratoriais. Com a vantagem de não ser invasivo, o exame de urina fornece informações importantes, com baixo custo e rapidez, sobre o diagnóstico e/ou monitoramento de doenças renais ou trato urinário ou até mesmo para identificar doenças sistêmicas ou metabólicas não necessariamente relacionadas com o sistema renal.
Como qualquer ouro exame, apesar de simples ou comum, é um exame que deve ser muito bem realizado e controlado, uma vez que pode trazer achados de grande importância. A coleta da amostra de urina é um fator que pode ter enorme influência no resultado da análise. Sendo assim, a correta orientação do paciente para a coleta da urina se torna muito importante. A urina mal coletada é uma das principais causas de invalidação do exame.

Vários fatores interferem na realização do exame, desde a fase pré-analítica (ou pré-coleta), etapas críticas do procedimento analítico e o relato dos achados no exame. Até a forma como são registrados os achados pode mudar a interpretação do exame.

Coleta da urina:

Todos os cuidados devem ser tomados para que a urina seja corretamente coletada, armazenada e transportada.

A amostra de escolha para o exame de urina rotina (ou urinálise) é a primeira urina da manhã, e mais especificamente a urina do jato médio. O período mínimo de permanência da bexiga na urina antes da coleta deve ser de 4 horas. O recomendável é que seja realizada com no mínimo 7-8 horas de repouso, antes de realizar atividades físicas.

Na impossibilidade de coletar a primeira urina da manhã, deve-se recorrer ao tempo de retenção de urina de no mínimo 4 horas.

O recipiente que será usado para a coleta da urina deve ser limpo, com tampa e boca larga, descartável e à prova de vazamento. O recipiente não deve liberar partículas ou substâncias, cheiro, devendo ser, portanto, inerte.

O paciente deve ser orientado para realizar a higiene das mãos e da região pélvica antes da coleta. O primeiro jato deve ser descartado no vaso sanitário e sem interromper a micção, deve ser coletado entre 30 e 50 m do jato médio. O restante deve ser desprezado no vaso. Tampar o frasco da amostra imediatamente.

Idealmente a amostra deve ser colhida no laboratório, mas caso não seja possível, essa amostra deve ser encaminhada ao laboratório com a maior brevidade para que seja processada em até duas horas após a coleta. Caso ainda não seja possível, a amostra deve ser mantida sob refrigeração (entre 2-8ºC) por até 8 horas, para a preservação dos analitos a serem pesquisados.

Influências pré-exame

Vários fatores podem afetar ou interferir nos resultados e nos achados do exame. Além dos fatores relacionados à coleta e armazenamento da amostra, a ingestão hídrica, jejum, esforço físico, dieta, gravidez ou outros fatores, podem alterar a concentração dos analitos, alterando o resultado.

Dessa forma, o paciente deve ser questionado quanto a realização de atividades físicas, ingestão hídrica (excesso ou escassez), ocorrência de vômitos ou desidratação, jejum prolongado, consumo elevado de proteínas devido à dieta hiper proteica, gravidez etc. Todas essas informações devem ser relatadas no resultado do exame, uma vez que várias são as consequências relacionadas ao estado do paciente ou atividades na fase pré-analítica.

Listamos aqui algumas consequências que devem ser consideradas no resultado da leitura dos parâmetros:

Aumento ou indicação de presença na fita:

Diminuição ou indicação de ausência na fita:

Tiras de Urina AcroBiotech

As Tiras Reagentes para Urinálise (Urina) são tiras de plástico firme em que várias áreas reagentes individuais são fixadas. O teste detecta de forma qualitativa e semi-quantitativa os seguintes analitos na urina: Ácido ascórbico, Glicose, Bilirrubina, Cetona (Ácido acetoacético), Gravidade Específica, Sangue, pH, Proteína, Urobilinogênio, Nitrito e Leucócitos.

A urina passa por diversas alterações durante os estágios da doença ou disfunção corporal antes da composição sanguínea ser alterada de forma significativa. Urinálise é um procedimento útil como indicador de saúde ou doença e, como tal, é parte da triagem de saúde de rotina. As Tiras Reagentes para Urinálise (Urina) podem ser utilizadas na avaliação geral da saúde e auxiliar no diagnóstico e monitoramento de doenças metabólicas ou sistêmicas que afetam a função renal, distúrbios endócrinos e doenças ou distúrbios do trato urinário.

Princípio e Reagentes utilizados nas Tiras de Urina AcroBiotech

Ácido ascórbico: Este teste envolve a descolorização do reagente de Tillmann. A presença de ácido ascórbico faz com que a cor do campo de teste mude de verde azulado para laranja. Pacientes com dieta adequada podem excretar 2-10 mg/dL diariamente. Após ingestão de grandes quantias de ácido ascórbico, os níveis podem ficar em cerca de 200 mg/dL. A presença de ácido ascórbico pode alterar os resultados de hemoglobina/sangue, glicose, nitritos, bilirrubina e cetonas. Vitamina C em excesso (causando a liberação de ácido ascórbico) pode indicar uma probabilidade aumentada de formação de cálculos renais.

Glicose: Este teste tem como base a reação enzimática que ocorre entre a glicose oxidase, peroxidase e cromogênio. Glicose é primeiro oxidada para produzir ácido glicônico e peróxido de hidrogênio na presença de glicose oxidase. O peróxido de hidrogênio reage com cromogênio iodeto de potássio na presença de peroxidase. A extensão em que o cromogênio é oxidado determina a cor que é produzida, variando de verde a marrom. Glicose não deve ser detectada na urina normal. Pequenas quantias de glicose podem ser excretadas pelos rins. Concentrações de glicose tão baixas quanto 100 mg/Dl podem ser consideradas anormais se os resultados forem consistentes.

Bilirrubina: Este teste tem como base na reação de azo-acoplamento da bilirrubina com dicloroanilina diazotizada em um meio fortemente ácido. Os níveis variáveis de bilirrubina produzirão uma cor castanho rosada para sua concentração na urina. Na urina normal, nenhuma bilirrubina é detectada, mesmo com os métodos mais sensíveis de detecção. Vestígios de bilirrubina exigem maior investigação. Resultados atípicos (cores diferentes dos blocos de cor negativo ou positivo exibidos no gráfico de cores) podem indicar pigmentos de bílis derivados da bilirrubina presentes na amostra de urina e podem estar mascarando a reação da bilirrubina.

Cetona: Este teste tem como base a cetonas reagindo com a nitroprussida e o ácido acetoacético para produzir uma mudança de cor variando de rosa claro a rosa escuro para os resultados negativos ou roxo para resultados positivos. As cetonas normalmente não estão presentes na urina. Níveis detectáveis de cetona podem ocorrer na urina durante condição de estresse fisiológico, tal como jejum, gravidez e exercícios extenuantes frequentes.4-6 Em dietas de fome, ou em outras situações de metabolismo anormal de carboidratos, as cetonas aparecem na urina em concentrações excessivamente altas antes que haja elevação das cetonas séricas.

Gravidade Específica: Este teste tem como base a alteração aparente da pKa de certos polieletrólitos prétratados em relação à concentração iônica. Na presença de um indicador, as cores variam de azul esverdeado escuro na urina com baixa concentração iônica a verde e verde amarelado na urina com concentração iônica crescente. Urina coletada aleatoriamente pode variar na gravidade específica de 1.003-1.035.8 Urina de vinte e quatro horas de adultos sadios com dietas normais e ingestão de líquidos terá uma gravidade específica de 1.016-1.022.8 Nos casos de dano renal grave, a gravidade específica é fixa em 1.010, o valor do filtrado glomerular.

Sangue: Este teste tem como base a atividade similar à peroxidase da hemoglobina que catalisa a reação de diidroperóxido de diisopropilbenzeno e 3,3′,5,5′-tetrametilbenzidina. A cor resultante varia de laranja a verde a azul escuro. Qualquer marca verde ou desenvolvimento da cor verde na área reagente dentro de 60 segundos é significativa e a amostra de urina deve ser examinada mais a fundo. Sangue é geralmente, mas não invariavelmente, encontrado na urina de mulheres durante a menstruação. A significância de uma leitura residual varia entre os pacientes e o parecer clínico é necessário nessas amostras.

pH: Este teste tem como base um sistema de indicador duplo que fornece uma ampla gama de cores cobrindo toda a fixa de pH urinário. As cores variam de laranja a amarelo e de verde a azul. A faixa esperada para as amostras normais de urina de recém-nascidos é um pH de 5-7.9 A faixa esperada para as demais amostras de urina normal é um pH de 4,5-8, com um resultado médio de pH de 6.9

Proteína: Essa reação tem como base o fenômeno conhecido como o “erro proteico” dos indicadores de pH onde um indicador que é altamente tamponado irá mudar de cor na presença de proteínas (ânions) conforme o indicador libera íons hidrogênios nas proteínas. Em um pH constante, o desenvolvimento de qualquer cor verde se deve a presença de proteína. As cores variam de amarelo a verde amarelado para resultados negativos e de ver a azul esverdeado para resultados positivos. Um rim normal pode excretar 1-14 mg/dL de proteína.10 Uma cor equivalente a qualquer bloco acima de vestígio indica proteinúria significativa. O parecer clínico é necessário para avaliar a significância do resultado de vestígio.

Urobilinogênio: Este teste tem como base uma reação de Ehrlich modificada entre pdimetilaminobenzaldeído e urobilinogênio em um meio fortemente ácido para produzir uma cor rosa. Urobilinogênio é um dos principais compostos produzidos na síntese do heme e é uma substância normal na urina. A faixa esperada para urina normal com este teste é de 0,2-1,0 mg/dL (3,5-17 μmol/L).8 Um resultado de 2,0 mg/dL (35 μmol/L) pode ser de significância clínica e a amostra do paciente deve ser avaliada mais a fundo.

Nitrito: Este teste depende da conversão de nitrato em nitrito pela ação das bactérias Gram-negativas na urina. Em meio ácido, o nitrito na urina reage com o p-ácido arsanílico para formar um composto de diazônio. O composto de diazônio, por sua vez, se acopla com o 1 N-(1-naftil)-etilenodiamina para produzir uma cor rosa. Nitrito não é detectável na urina normal. A área do nitrito será positiva em alguns casos de infecção, dependendo do tempo em que as amostras de urina foram retidas na bexiga antes da coleta. A recuperação de casos positivos com as faixas de teste de nitrito tão baixas quanto 40% ocorre nos casos em que houve pouco período de incubação na bexiga a até aproximadamente 80% nos casos em que a incubação na bexiga ocorreu por até 4 horas.

Leucócitos: Este teste revela a presença de esterases nos granulócitos. As esterases clivam um éster de aminoácido de pirazol derivada para liberar hidroxil-pirazol derivada. Esse pirazol reage, então, com um sal de diazônio para produzir uma cor de bege roseado a roxo. Amostras de urina normal geralmente produzem resultados negativos. Vestígios podem ter significância clínica questionável. Quando ocorre um vestígio, recomenda-se refazer o teste usando uma amostra nova do mesmo paciente. Vestígio repetido e resultados positivos são de significância clínica.

Limitações:

As Tiras Reagentes para Urinálise (Urina) podem ser afetadas por substâncias que causam cor anormal da urina, tais como corantes azo (por exemplo, Pyridium®, Azo Gantrisin®, Azo Gantanol®), nitrofurantoína (Microdantin®, Furadantin®) e riboflavina.8 O desenvolvimento da cor no pad de teste pode ser mascarado ou uma reação da cor pode ser produzida resultando na interpretação como resultado falso.

Ácido ascórbico: Nenhuma interferência conhecida.

Glicose: A área reagente não reage com lactose, galactose, fructose ou outras substâncias metabólicas, nem com metabólitos redutores de drogas (por exemplo, salicilatos e ácido nalidíxico). A sensibilidade pode ser reduzida nas amostras com gravidade específica alta (> 1,025) e com concentrações de ácido ascórbico ≥ 25 mg/dL. Níveis altos de cetona de ≥ 100 mg/dL podem causar resultados falso-negativos para as amostras contendo uma pequena quantia de glicose (50-100 mg/dL).

Bilirrubina: Bilirrubina é ausente na urina normal, assim, qualquer resultado positivo, incluindo vestígio positivo, indica uma condição patológica subjacente e exige nova investigação. As reações podem ocorrer com a urina contendo grandes doses de clorpromazina ou rifampicina que podem ser confundidas com a bilirrubina positiva. A presença de pigmentos de bílis derivados da bilirrubina pode mascarar a reação da bilirrubina. Este fenômeno é caracterizado pelo desenvolvimento de cor na área de teste que não se correlaciona com as cores no gráfico de cor. Altas concentrações de ácido ascórbico podem reduzir a sensibilidade.

Cetona: O teste não reage com acetona ou β-hidroxibutirato. As amostras de urina com alto nível de pigmento e outras substâncias contendo grupos sulfidrila podem, ocasionalmente, produzir reações acima e incluindo vestígio (±).

Gravidade Específica: Cetoacidose ou proteína maior que 300 mg/dL pode produzir resultados elevados. Os resultados não são afetados por componente não iônicos na urina, tal como a glicose. Se a urina tiver um pH de 7 ou mais, adicionar 0,005 para a leitura de gravidade específica indicada no gráfico de cor.

Sangue: Uma cor azul uniforme indica a presença de mioglobina, hemoglobina ou eritrócitos
hemolisados.8 manchas espalhadas ou compactas de azul indicam eritrócitos intactos. Para aumentar a exatidão, escalas de cor individuais são fornecidas para hemoglobina e para eritrócitos. Os resultados positivos com este teste são geralmente observados na urina de mulheres menstruadas. Foi relatado que a urina com pH alto reduz a sensibilidade, enquanto a concentração moderada a alta de ácido ascórbico pode inibir a formação de cor.
Peroxidase microbiana, associada com infecção do trato urinário, pode causar uma reação falso-positiva. O teste é levemente mais sensível com a hemoglobina e a mioglobina livres do que com os eritrócitos intactos.

pH: Se o procedimento não for seguido e urina em excesso for mantida na tira, um fenômeno conhecido como “runover” pode ocorrer, no qual o tampão ácido do reagente de proteína escorrerá para a área de pH, fazendo com que o resultado de pH pareça artificialmente baixo. As leituras do pH não serão afetadas pelas variações na concentração de tampão urinário.

Proteína: Qualquer cor verde indica a presença de proteína na urina. Este teste é altamente sensível para albumina e menos sensível para hemoglobina, globulina e mucoproteína.8 Um resultado negativo não descarta a presença dessas outras proteínas.
Resultados falso-positivos podem ser obtidos com urina altamente tamponada ou alcalina. A
contaminação da amostra de urina com compostos de amônia quaternária ou limpadores de pele contendo clorexidina pode produzir resultados falso-positivos.8 As amostras de urina com gravidade específica alta podem produzir resultados falso-negativos.

Urobilinogênio: Todos os resultados menores que 1 mg/dL de urobilinogênio devem ser interpretados como normais. Um resultado negativo não exclui em nenhum momento a ausência de urobilinogênio. A área reagente pode reagir com substâncias interferentes conhecidas por reagirem com o reagente de Ehrlich, tais como o p-ácido aminossalicílico e as sulfonamidas.9 Resultados falso-negativos podem ser obtidos se houver a presença de formalina. O teste não pode ser utilizado para detectar porfobilinogênio.

Nitrito: O teste é específico para nitrito e não reagirá com qualquer outra substância normalmente excretada na urina. Qualquer grau de cor rosa a vermelho uniforme deve ser interpretada como um resultado positivo, sugerindo a presença de nitrito. A intensidade da cor não é proporcional ao número de bactérias presentes na amostra de urina. Manchas rosas ou bordas rosas não devem ser interpretadas como um resultado positivo. A comparação da área reagente em um fundo branco pode auxiliar na detecção de baixos níveis de nitrito, o que poderia ser ignorado de outra forma.

Ácido ascórbico acima de 30 mg/dL pode causar falso negativos na urina contendo menos de 0,05 mg/dL íons de nitrito. A sensibilidade deste teste é reduzida para as amostras de urina com urina altamente tamponada alcalina ou com gravidade específica alta. Um resultado negativo não exclui em nenhum momento a possibilidade de bacteriúria. Resultados negativos podem ocorrer nas infecções do trato urinário a partir de organismos que não contém reductase para converter o nitrato em nitrito; quando a urina não foi retida na bexiga por um período de tempo suficiente (pelo menos 4 horas) para que ocorra a redução de nitrato em nitrito; ao receber terapia antibiótica ou o nitrato alimentar é ausente.

Leucócitos: O resultado deve ser lido entre 60-120 segundos para permitir o desenvolvimento total da cor. A intensidade da cor desenvolvida é proporcional ao número de leucócitos presentes na amostra de urina. Gravidade específica alta ou concentração elevada de glicose (≥ 2.000 mg/dL) pode fazer com que os resultados de teste sejam artificialmente baixos. A presença de cefalexina, cefalotina, ou altas concentrações de ácido oxálico também pode fazer com que o resultado do teste seja artificialmente baixo.
Tetraciclina pode causar reatividade reduzida e altos níveis de droga podem causar reações falso negativas.
Proteína urinária alta pode diminuir a intensidade da cor de reação. Este teste não reagirá com eritrócitos ou bactérias comuns na urina.

Bibliografia:
1. Free AH, Free HM. Urinalysis, Critical Discipline of Clinical Science. CRC Crit. Rev. Clin. Lab. Sci. 3(4): 481-531, 1972.
2. Yoder J, Adams EC, Free, AH. Simultaneous Screening for Urinary Occult Blood, Protein, Glucose, and pH. Amer. J. Med Tech. 31:285, 1965.
3. Shchersten B, Fritz H. Subnormal Levels of Glucose in Urine. JAMA 201:129-132, 1967.
4. McGarry JD, Lilly. Lecture, 1978: New Perspectives in the Regulation of Ketogenesis. Diabetes 28:517-523 May, 1978.
5. Williamson DH. Physiological Ketoses, or Why Ketone Bodies? Postgrad. Med. J. (June Suppl.): 372-375, 1971.
6. Paterson P, et al. Maternal and Fetal Ketone Concentrations in Plasma and Urine. Lancet: 862-865; April 22, 1967.
7. Fraser J, et al. Studies with a Simplified Nitroprusside Test for Ketone Bodies in Urine, Serum, Plasma and Milk. Clin. Chem. Acta II: 372-378, 1965.
8. Henry JB, et al. Clinical Diagnosis and Management by Laboratory Methods, 20th Ed. Philadelphia. Saunders. 371-372, 375, 379, 382, 385, 2001.
9. Tietz NW. Clinical Guide to Laboratory Tests. W.B. Saunders Company. 1976.
10.Burtis CA, Ashwood ER. Tietz Textbook of Clinical Chemistry 2nd Ed. 2205, 1994.

As Tiras de urina Acrobiotech são fornecidas pela QR Medical.

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado.